A NOSSA PRODUÇÃO
Desenhar
O desenhador começa por esboçar, a carvão, o motivo que a sua imaginação idealizou; lançada a ideia, o carvão volta ao papel a traçar novas linhas e aperfeiçoar as primeiras; a fase definitiva é traçada a “crayon”, e finda esta operação o papel, ainda há pouco virgem de traços, apresenta-se-nos com os mais diversos motivos, onde, geralmente, predominam as flores, fantasiadas ou em felizes e fiéis reproduções.


CURVÍMETRO
O desenho passa em seguida para a secção da “contagem” dos pontos a fim de se apurar a verba a pagar à bordadeira. Os pontos são classificados e, feito a média, apura-se o preço. Há que medir todos os traços do desenho para achar o total exacto.
O Curvímetro é um pequeno rodízio que vai deslizando por todos os traços e o ponteiro do mostrador acusa a medida – cada volta equivale a um metro.
Picotar
A máquina de picotar tem a função de perfurar o papel desenhado, seguindo fielmente os riscos traçados a fim de facilitar a estampagem no tecido.
A máquina é accionada por um pedal enquanto as mãos guiam, simultaneamente, o papel, e a agulha que o vai perfurando em orifícios de fracção de milímetro. A picotagem pode ser feita em uma ou mais folhas de papel, ao mesmo tempo.


ESTAMPAR
A estampagem ou estresido (passar o desenho para o tecido) faz-se em largas mesas pondo o papel, bem estendido, em cima da peça ou tecido que se pretende bordar, fixando-o com pesos para que não deslize. Depois as operárias passam, em toda a superfície picotada, com uma “boneca” de algodão embebida em anil desfeito com petróleo e uma mistura de cera, e imediatamente o desenho passa para ao tecido.
BORDAR / RECEBEDORIA
Para o expediente da entrega e recepção dos bordados, há em todas as fábricas uma dependência “recebedoria” com um balcão onde as “agentes” são atendidas. As “agentes” dos campos – das várias freguesias rurais – vêm buscar e trazer as encomendas. Essas “agentes” por sua vez é que distribuem o trabalho pelas bordadeiras. Estas bordam em suas casas.
Recebido o trabalho de volta à fábrica, este passa às mãos da “verificadora” para analisar se há imperfeições. Se existirem, o trabalho voltará para trás para sere refeito.


LAVAR / ENGOMAR
As peças são lavadas manualmente, quer se trate de uma enorme e rica toalha de mesa, de um mimoso vestido para bebé, em seda ou organdi, ou ainda minúsculos lenços. As peças, mal escorridas, passam para a engomadeira onde grandes mesas as esperam; começa então a árdua tarefa das engomadeiras.
Peças muito grandes e bastante bordadas, requerem várias operárias; umas esticam, outras engomam, e eis às vezes oito mulheres em torno da mesma mesa, às voltas com uma toalha enorme, onde pouco tecido ficou por bordar.
Recortar
Outras operárias esperam ainda os bordados para os recortar, e “consertar”pois sucede, como é natural, a tesoura cortar, inadvertidamente, alguns pontos, percalço que outras mãos logo remedeiam; outras ainda ajeitam as folhas abertas e ilhós com um furador a que popularmente chamam “furalhó”. E só então é engomado definitivamente, dobrado e preparado para a Certificação e apresentação nas lojas para venda ou exportação.

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